Top 10 quadrinhos de 2017

Confira com a gente os destaques deste ano nos quadrinhos

Esse ano teve muita coisa bacana chegando nas bancas, livrarias e lojas especializadas. Foi difícil chegar na lista dos dez melhores quadrinhos de 2017. Já esclarecendo, essa lista corresponde a minha opinião, baseada no que eu li, o que não necessariamente corresponde a lançamentos somente deste ano. Também não estão na ordem do melhor para o pior porque são obras muito diferentes e cada uma tem as suas particularidades. Mas garanto para vocês que elaborei a lista com muito cuidado e que vale a pena conferir cada um deles. No demais já deixo meus votos de Feliz Ano Novo e que ano que vem tenha ainda mais novidades.

Akira

Um dos maiores clássicos dos mangás e da nona arte de forma geral, Akira chegou esse ano ao Brasil em uma linda edição da JBC. Para quem não conhece, o mangá escrito e ilustrado por Katsuhiro Otomo se passa em 2019, 38 anos após a Terceira Guerra Mundial. Nas ruas de uma Neo Tokyo pós apocalíptica, muitos jovens passam seu tempo em disputas territoriais de uma guerra de gangues. Dentre elas a liderada por Shotaro Kaneda. Após o que parecia apenas um confronto com uma gangue rival, Tetsuo Shima atropela uma criança de estranha aparência. Após o acidente, o jovem começa a despertar poderes mentais e isso atrai a atenção do governo que o captura. A partir daí, o jovem Kaneda e seus amigos, querendo recuperar seu amigo, se envolvem em uma trama que jamais poderiam imaginar. A edição da JBC vale cada centavo. Colecionador há mais de 20 anos, fiquei encantado com a qualidade editorial e o carinho que tiveram. Claro, em um longo processo de aprovação do material pelos japoneses, já que realmente se trata de uma das maiores histórias de todos os tempos. Realmente não poderia deixar de estar aqui nesta lista, não só pela edição mas por finalmente estarmos lendo em português essa grande e única história em seu formato original.

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Lendas do Universo DC: Mulher Maravilha 

Já falei bastante dessa maravilhosa coleção lançada pela Panini este ano aqui na minha coluna, então não vou me estender. Resumindo, se você gostou do longa da Maravilhosa lançado esse ano, ou se quer ler um dos grandes clássicos dos quadrinhos pelo genial George Pérez. Leitura obrigatória! São 4 edições dignas de qualquer colecionador ou novo leitor de quadrinhos

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Lendas do Universo DC – Darkseid – John Byrne

Em mais uma belíssima edição de Lendas do Universo DC pela Panini, um dos vilões mais importantes da editora, Darkseid! timing não poderia ser melhor, pois recentemente tivemos o vilão nas sombras do filme da Liga da Justiça. Uma pena que ele não tenha aparecido. A edição traz a minissérie Lendas com argumento de John Ostrander, roteiro de Len Wein (um dos criadores do Monstro do Pântano) e desenhos do genial John Byrne. A história que é um dos clássicos da editora, é a primeira grande saga após Crise nas Infinitas Terras. Hoje são comuns os reboots e “sagas que mudarão o Universo da editora X ou Y para sempre” (inclusive estamos com a saga Renascimento em bancas) mas Crise foi a primeira saga da DC que realmente fez diferença na história da editora e foi responsável por mudanças que repercutem nas histórias até hoje. Dentre elas a morte do Flash original, Barry Allen, da Supergirl (que estão ambos fazendo sucesso nos seriados hoje) o fim do Multiverso (que voltaria infelizmente,mas isso é outra história) dentre outras. A primeira Crise também reformulou vários personagens como a Mulher Maravilha já citada e do Superman, esse último também nas mãos de Byrne.  Esse último dispensa comentários mas não custa lembrar que ele foi responsável, dentre muitas coisas legais nos quadrinhos como a reformulação dos X-Men e Wolverine na concorrente Marvel. Mas por que estou falando tudo isso? Para situar o leitor mais jovem do panorama da época, os gloriosos anos 80 que trouxeram uma revolução nas hqs. Além de Crise, nunca tivemos tantos clássicos como nessa época. Cavaleiro das Trevas, Watchmen, os já citados por John Byrne, As Guerras Secretas que vieram para a Marvel bater de frente com Crise e muito mais. Mas voltemos a nossa edição bacana que está nas bancas. Após o sucesso da Crise, a DC precisa definir o que faria com os seus personagens. Lendas foi uma das frentes nesse sentido e tinha como foco principal a reformulação da Liga da Justiça (mais uma vez, ótimo timing da Panini). Para isso a editora reuniu o time de grandes autores já citado e o destaque sem dúvida fica com John Byrne, pelos motivos já citados, e que aqui entrou “só” com sua arte (linda! Um dos destaques da edição), pois estava ocupado com argumento e arte do Superman na mesma época. A trama, que ainda permanece muito interessante e atual, traz um plano inteligente de Darkseid: destruir as reputações das Lendas da Terra, ou seja, os super heróis da DC. Para isso ele envia um dos habitantes de Apokolips, o Glorioso Godfrey para fazer uma  campanha mostrando que os heróis são uma ameaça ao planeta Terra, já que os mesmos trazem violência e destruição ao nos defender. A partir daí os heróis tem que se defender sem utilizar de seus poderes contra uma população e governo que caem no plano do vilão. Enquanto isso, Darkseid observa tudo de seu planeta somente esperando o momento em que as Lendas serão destruídas para ele poder atacar a Terra com seus exércitos. Já vimos algo parecido no Universo cinematográfico da DC nos filmes do Esquadrão Suicida (que faz sua estréia nas hqs nessa saga) e em Batman vs Superman. Na minha opinião, poderia-se inclusive aproveitar essa trama sensacional no filme da Liga. Mas estamos falando de Zack Snyder né pessoal? Eu pessoalmente acho muito difícil que ele fizesse isso com seu perfil megalomaníaco. Enfim, uma saga clássica da DC em uma edição da Panini que é bastante competente. A editora optou por trazer somente a minissérie principal em 6 edições e mais uma história do Superman, importante para saga sem as histórias de alguns personagens em suas revistas próprias. Acho uma escolha bastante acertada porque traz o essencial sem se tornar maçante e em um preço acessível. Lendas já havia saído por aqui em 1998 pela Editora Abril como minissérie em 6 edições em formatinho e em 2007 em Grandes clássicos DC 10 pela própria Panini. Recomendo a todos que amam os personagens da DC, mesmo pelo cinema, aos novos leitores por se tratar de um clássico das hqs em história fechada ou aos velhos fãs como eu que ainda não conheciam ou tinham essa bela história em suas estantes.

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Gotham DPGC: No cumprimento do dever

A minha análise completa dessa edição você confere aqui. Resumindo. Se você gosta de Gotham, do Batman ou de histórias policiais essa é sua hq. Já saiu a coleção completa desse título em 4 edições lindonas de capa dura. Vale muito a pena conferir.

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Pokémon Red, Green e Blue

Essa coleção começou ano passado e terminou neste. Como só esse ano que consegui dedicar um tempinho para ler ela entra sem dúvida nessa lista. E realmente ela merece toda a atenção e leitura com tempo. Aproveitando a onda relativamente recente de Pokémon GO, a Panini trouxe essa série que a mais fidedigna ao jogo clássico de Game Boy. A editora também lançou este ano Pokémon Yellow em 4 edições que continua esta primeira série. A história narra a saga de Red, um jovem que deseja se tornar o maior Treinador Pokémon de todos! Pra isso, ele parte em uma grande jornada com o objetivo de ser o primeiro a completar a Pokédex, munido apenas de seu conhecimento, coragem e do amor que sente por essas extraordinárias criaturas. Ao longo do caminho ele encontra aliados, inimigos e rivais. A Panini errou na minha opinião ao lançar esse título em offset horrível. Esse é para guardar na estante com todo carinho. Você que é fã dos games originais, dos animes derivados, ou mesmo que gosta de um bom mangá de aventura, com uma arte leve e bonita, deve conferir esse que entra fácil para o meu Top 10 desse ano.

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Graphic MSP – Arvorada por Orlandeli

Se você ainda não conhece essa coleção, corre aqui e fica por dentro, pois está perdendo uma das melhores edições nacionais atuais. Resumindo. São os personagens criados pelo maior expoente do quadrinho nacional e patrimônio nacional: Maurício de Sousa, repaginados em arte e roteiro por grandes criadores também nacionais. Dessa vez a missão de criar uma graphic novel do caipira Chico Bento ficou nas mãos do Orlandeli.  E como foi uma escolha feliz. Uma arte deslumbrante, um roteiro tocante com muito mais do que apenas o dia a dia de Chico. Além de situações clássicas do personagem da vivência da roça, o autor foi além e nos dá uma lição de narrativa. Uma história sobre a vida! Sério, se você ainda não conhece essa coleção, vale a pena conferir. E se você está em dúvida sobre qual volume começar esse é um dos meus favoritos e entra não só para o Top 10 de hqs desse ano mas também para o Top 10 das Graphic MSP.

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Speed Racer – Mach Go Go Go

A New Pop publica relativamente poucos títulos, porém muita coisa bacana. Como este box do mangá do Speed Racer. O anime das antigas foi exibido no Brasil em diversos canais e sempre fez bastante sucesso com a meninada. É muito bacana poder finalmente ler o mangá com histórias que explicam melhor as coisas ao contrario dos capítulos do anime que normalmente eram exibidos aleatoriamente.  Confira a sinopse oficial da editora: Originalmente chamada Mach Go Go Go, a série enfocava as aventuras do jovem Go Mifune (batizado assim em homenagem ao então mega-astro Toshiro Mifune, que, no mesmo ano do lançamento da série, interpretava o personagem Izo Yamura no filme Grand Prix, de John Frankenheimer, sobre os bastidores do automobilismo). A fórmula era simples e misturava corrida e aventura, sob influência dos filmes de James Bond e, como bom quadrinho japonês de sucesso, não tardou a ganhar as telas de televisão: em 2 de Abril de 1967, começou a ser exibida sua série animada, que teria 52 episódios – e faria história no Japão e no resto do mundo, onde foi rebatizado pelo inesquecível nome de Speed Racer.

A edição da New Pop é muito bacana em um box contendo dois volumes contendo o mangá na íntegra. Papel off-set, páginas coloridas e capa cartonada são uma ótima escolha. O box imita o Mach 5, o carro protagonista da série. Fãs de mangás de aventura, de filmes de ação ou mesmo os saudosistas do anime como eu vão apreciar. O preço é meio salgadinho, mas vocês sempre podem encontrar promoções por aí. Item de colecionador. Vale a pena!

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The War of jokes and riddles

Tom King está mandando muito bem como roteirista no Batman. Após a consagrada fase de Scott Snyder, Tom foi uma escolha acertada . Desde que começou a fase do Renascimento o autor trouxe de volta velhos inimigos, aliados, e alterna o tom do personagem entre drama, humor, ação e boas surpresas.

Alerta de spoiler! Se você está acompanhando Batman pelas edições nacionais da Panini ainda tem chão para chegar neste arco de histórias. Continue por sua conta e risco ou pule para o nosso próximo escolhido deste Top 10.

O Batman pediu a Mulher Gato em casamento. Porém, antes de aceitar ela deve saber sobre um evento de seu passado e julgar se ele realmente é digno. Trata-se de uma guerra entre dois de seus maiores supervilões: o Coringa e o Charada. Essa guerra se passou no segundo ano de carreira do morcegão e podemos acompanhar um Batman ainda um pouco inseguro e cometendo erros. Dizer mais do que isso seria spoiler. A trama se estende do número 25 à 32 e deve chegar só no final do ano que vem por aqui. Sem dúvida um dos melhores arcos de hqs de modo geral que li este ano.

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Old Man Logan

Empolgado com o filme Logan, acabei lendo esta história que começou em 2008 com roteiro de Mark Millar e arte de Steve McNiven e que não tinha me despertado interesse. O resultado foi excelente. Uma história do Wolverine no futuro, envolvendo o Hulk e seus descendentes em um mundo pós apocalíptico onde os heróis não existem mais e a sobrevivência é uma luta diária. Tirando o Gigante Esmeralda muitos dos elementos desta hq fantástica estão presentes no filme. Fora isso, muita diversão com Wolverine raiz: muito sangue, ação, mas sem perder o foco na filosofia que por vezes aparece nas histórias do personagem. Também traz uma reflexão sobre a nossa vida e as consequências de nossas ações. Assim, ainda que seja uma história já antiga, mas que que acabou incorporada no universo Marvel atual, sem dúvida entra na minha lista não só como uma das melhores do ano, mas como uma das melhores histórias do baixinho mais invocado da Casa das Idéias. A Panini comeu bola de novo ao não lançar um encadernado caprichado na época do filme. A Salvat no entanto, já lançou a história em sua coleção de graphic novels. Vale a pena conferir.

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X-Men Grand Design

Nos 45 do segundo tempo, ou seja, semana passada me deparei com esse lançamento que sem dúvida merece estar nesta lista. Já tinha destacado ela aqui nos lançamentos da gringa. Resumindo: Ed Piskor (autor premiado pelo Eisner por Hip Hop Family Tree, também muito bacana, especialmente se você curte este tipo de música), o cartunista pesquisou muito (foram caixas e caixas de X-gibis), e condensou de forma organizada e cronológica (ele merecia ser santificado só por isso), mais de 50 anos de história dos mutantes mais queridos da Marvel em 6 edições. O resultado da primeira edição é sensacional. A arte de Ed é linda, combina perfeitamente com a história e vai fazer muito marmanjo “suar pelo olho”, em momentos clássicos desde a formação da equipe até o futuro dos mutantes. Vale a pena desde já adquirir a sua versão digital ou física importada, ou rezar (e chorar nos fóruns e eventos) para a Panini lançar por aqui. Indicado para quem nunca leu uma hq dos X-Men ou para leitores da velha guarda como eu.

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Químico, pai e professor no mundo real, Felipe, vulgo Nerd sempre foi apaixonado por quadrinhos,cinema e TV. Também adora escrever e discutir sobre os temas nas horas vagas, o que o trouxe a GameplayRJ, sua morada na internet.

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